Autor: UOL


Roma, 3 Abr 2019 (AFP) - A ONG alemã Sea-Eye anunciou nesta quarta-feira (3) o resgate de 64 migrantes, entre eles várias mulheres e crianças pequenas, que se encontravam numa embarcação no mar Mediterrâneo.

A associação Watch the Med explicou que foi contatada pelos passageiros do barco, que passaram as coordenadas da sua posição para ajudar na localização.

"As autoridades líbias que contatamos não estavam disponíveis, por isso decidimos resgatá-los", informou a entidade, que acusou indiretamente a guarda costeira líbia, encarregada dessas operações desde junho de 2018, de não atender os pedidos de socorro.

O resgate de migrantes feito por organizações humanitárias desata fortes controvérsias na Itália, pois o país não autoriza o desembarque apesar de ser o porto seguro mais próximo.

A ONG Sea-Eye resgatou também com sua embarcação Alan Kurdi, batizada com esse nome em homenagem ao menino sírio encontrado morto por afogamento numa praia na Turquia, um grupo de cerca de 50 migrantes que estavam desaparecidos há uma semana.

"Todos estão a bordo e seguros na nossa embarcação", informou a Sea-Eye pelas redes sociais.

Outros dois barcos que zarparam da Líbia no meio de março estão desaparecidos com cerca 50 pessoas cada um a bordo.